Escola de Educação Infantil São Chiquinho
Experiência, amor e conhecimento: desenvolvimento integral da criança num processo de construção coletivo e participativo

BERÇÁRIO II - (12 A 23 MESES)

O processo de construção das práticas pedagógicas da Escola de Educação Infantil São Chiquinho é pautado no princípio da transdisciplinaridade dos saberes que envolvem o desenvolvimento infantil. Respeitando o ritmo de cada indivíduo, respeito a sua identidade, seus desejos, seus interesses, suas ideias, suas conquistas, suas produções e suas interações com os adultos e com outras crianças.

Conheça as características da faixa etária de 01 aos 2 anos

Desenvolvimento Físico

  • Período de aquisição da marcha, sobe e desce escadas, sobe os móveis, etc. – o equilíbrio é inicialmente bastante instável, uma vez que os músculos das pernas não estão ainda bem fortalecidos. Contudo, a partir dos 16 meses, o bebê já é capaz de caminhar e de se manter de pé em segurança, com movimentos muito mais controlados;
  • Melhoria da motricidade fina devido à prática – capacidade de segurar um objeto, o manipula, passa de uma mão para a outra e o larga deliberadamente. Por volta dos 20 meses, será capaz de transportar objetos na mão enquanto caminha;

Desenvolvimento Intelectual 

  • Maior desenvolvimento da memória, através da repetição das atividades – permite-lhe antecipar os acontecimentos e retomar uma atividade momentaneamente interrompida, à qual dedica um maior tempo de concentração. Da mesma forma, através da sua rotina diária, o bebê desenvolve um entendimento das sequências de acontecimentos que constituem os seus dias e dos seus pais;
  • Inicia os rabiscos, importante que o adulto possa ir nomeando estes esboços de desenhos. Além de estimular a criatividade, a criança vai se enlaçando na linguagem;
  • Demonstra condições de colocar e tirar suas roupas e calçados, inicialmente com ajuda.
  • Consegue chutar bola (fazer gol);
  • Observe que a criança começa a juntar palavras e a falar frases curtas como “gato cadê?” ou “leite não”;
  • Exibe maior curiosidade: gosta de explorar o que o rodeia;
  • Desenvolvimento da permanência do objeto, isto é, início do processo de representação dos objetos. A criança se dá conta que embora os objetos ou até mesmo sua mãe desaparecem do seu campo de visão, não deixam de existir;
  • Compreende ordens simples, inicialmente acompanhadas de gestos e, a partir dos 15 meses, sem necessidade de recorrer aos gestos;
  • Embora possa estar ainda limitada a uma palavra de cada vez, a linguagem do bebê começa a adquirir tons de voz diferentes para transmitir significados diferentes. Progressivamente, irá sendo capaz de combinar palavras soltas em frases de 2 palavras;
  • É capaz de acompanhar pedidos simples, como por ex. “dá-me a caneca”;
  • As experiências físicas que vai fazendo ajudam a desenvolver as capacidades cognitivas. Por exemplo, por volta dos 20 meses sabe que um martelo de brincar serve para bater e já o deve utilizar;
  • Consegue estabelecer a relação entre um carrinho de brincar e o carro da família;
  • Entre os 20 e os 24 meses é também capaz de brincar ao faz-de-conta (por ex., finge que deita chá de um bule para uma xícara, põe açúcar e bebe – recorda uma sequência de acontecimentos e faz de conta que os realiza como parte de um jogo). Nesta etapa do desenvolvimento o brincar de faz-de-conta, que vai armar todo um circuito inicial para a criança mais tarde poder dar conta de representar sua própria existência e agir na sociedade, na família e com os pares;

Desenvolvimento Social

  • Aprecia a interação com adultos que lhe sejam familiares, imitando e copiando os comportamentos que observa;
  • Maior autonomia: sente satisfação por estar independente dos pais quando inserida num grupo de crianças, necessitando apenas de confirmar ocasionalmente a sua presença e disponibilidade – esta necessidade aumenta em situações novas, surgindo uma maior dependência quando é necessária uma nova adaptação;
  • As suas interações com outras crianças são ainda limitadas: as suas brincadeiras decorrem sobre tudo em paralelo e não em interação com elas;
  • A partir dos 20-24 meses, e à medida que começa a ter maior consciência de si própria, física e psicologicamente, começa a alargar os seus sentimentos sobre si próprio e sobre os outros – desenvolvimento da empatia (começa a ser capaz de pensar sobre o que os outros sentem);

Desenvolvimento Emocional

  • Grande reatividade ao ambiente emocional em que vive: mesmo que não o compreenda, apercebe-se dos estados emocionais de quem está próximo dele, sobre tudo os pais;
  • Está a aprender a confiar, pelo que necessita de saber que alguém cuida dela e vai de encontro às suas necessidades;
  • Desenvolve o sentimento de posse relativamente às suas coisas, sendo difícil partilhá-las;
  • Embora o bebê normalmente esteja bem disposto, exibe por vezes alterações de humor. É nesse período que pensamos o nascimento psíquico da criança, isto é, ela passa a habitar integralmente e desejante seu corpo. E nós percebemos isso, naquelas ditas “birras”, ou quando disparam correndo para não pentear os cabelos, vestir a roupa, ou onde a criança bate o pé para se opor a algo, jogando os brinquedos e objetos no chão para demonstrar sua insatisfação;
  • É bastante sensível à aprovação/desaprovação dos adultos. Entenda que nesta idade a criança demonstra ter vontade própria, testa limites e fala muito a palavra não;